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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Passeio de Buggy em Porto de Galinhas

O passeio de buggy "ponta a ponta " em Porto de Galinhas percorre as praias de Maracaípe, Muro Alto e Cupe.  É um dos passeios mais procurados, e pode ser comprado  nas agências ou no centrinho com algum dos vários vendedores que ficam na rua. Ao contrário do que muitos pensam, Porto de Galinhas não é uma cidade e sim uma das praias do município de Ipojuca, bem como as demais praias que visitamos durante o passeio de buggy.

O passeio dura mais ou menos 3 horas e custa de R$300 a 350 o buggy ( valor dividido em 4 pessoas). Como eu estava sozinha foi um pouco difícil conseguir este passeio, pois a maioria das pessoas já tem o seu grupo de 4 pessoas fechado. Consegui um buggueiro que fez o passeio só pra mim por R$220,00. 

Aconselho a fazer este passeio de manhã cedo ou no fim da tarde. Eu fui perto das 11:00 e voltei às 14:00, fiquei andando de buggy no sol forte e no dia seguinte de manhã estava tonta e com febre, à tarde a febre aumentou e comecei a suar frio em um quarto sem ar condicionado. Fui para o posto de saúde e descobri que estava com insolação e precisei tomar soro na veia.

O buggy estava estacionado em uma rua perto do centrinho e fomos direto para o coqueiral de Maracaípe. Eu me hospedei por um dia em Maracaípe quando cheguei, a praia tem uma paisagem e uma vibe bem diferentes da sua vizinha Porto de Galinhas. Com ventos e ondas fortes, atrai surfistas, praticantes de windsurf e paramotor. O coqueiral no início da praia é parada obrigatória para fotos. 



As fotos aéreas no buggy são tiradas pelo "drone humano", uma pessoa que fica no alto do coqueiro sentada numa cadeira amarrada na árvore. Um menino pega o celular e coloca em uma bolsinha, que sobe por uma corda até o "drone". Eles cobram R$5,00 pela "sessão de fotos". 


Depois do coqueiral continuamos o passeio pela praia de Maracaípe, seguindo depois para a praia do Cupe. Possui 4,5 km de orla, sendo uma mas maiores da região. O buggy parou em uma estacionamento e ficou me esperando. Fiquei bem pouco tempo na praia, pois  ondas fortes impossibilitavam entrar na água, a praia estava extremamente lotada na areia e os caríssimos restaurantes pé na areia impediam qualquer espécie de diversão.


Diferente das vizinhas Porto de Galinhas e Cupe, a praia de Muro alto é bem mais tranquila e menos movimentada. As águas mornas e calmas são decoradas pela barreira de corais que dá nome à praia. É possível chegar ao "muro alto" somente de caiaque ou barco. Os arredores da praia possuem uma enorme oferta de resorts, passamos de buggy por vários deles.




Uma coisa triste que vi durante toda a viagem em Porto de Galinhas é que praticamente não há faixa de areia, quase todo o espaço foi tomado pelos restaurantes pé na areia e suas mesas de plástico para socar cada vez mais turistas em um pequeno espaço. Pelo menos não havia as caixas de som ensurdecedoras como em Maragogi.
A praia de Maracaípe me agradou por ter uma vibe diferente, é menos turística do que as demais praias. Em Maracaípe, principalmente no pontal, ainda é possível descansar e curtir a paisagem ao som do farfalhar das folhas dos coqueiros...

quinta-feira, 23 de março de 2017

Cabedelo - Paraíba

Como meus planos de visitar a Praia de Areia Vermelha foram por água abaixo  devido à maré alta, acabei indo para Cabedelo. A atração da cidade é o famoso  pôr do sol com "Ivanildo do sax" tocando o Bolero de Ravel. Fiquei com um pé atrás sabe, meu instinto de musicista já me alertava pra furada...mas fui mesmo assim. 
Como transporte público nessa região é suicídio fui de taxi...o uber não estava instalando no meu celular e acabei pagando R$30,00 de Tambaú para Cabedelo.
Os ingressos para o catamarã são vendidos no "pier" (R$35,00). Depois de dançar quadrilha com Lampião e  Maria Bonita e assistir a um show de stand up com piadas de sogra, finalmente o "momento" do bolero chegou. Dá uma certa agonia ver o  barco sendo remado com o cara em pé! Eu só conseguia pensar em como ia sair caro trocar as sapatilhas do sax se por acaso elas se molhassem...

O comandante do catamarã faz questão de enfatizar que o saxofonista já tocou o Bolero de Ravel mais de cinco mil vezes. Então tá, né. O cara toca com um playback no fundo, e totalmente fora. O som que ele tira do sax é bom, mas ele faz umas firulas na melodia que ficam se chocando com o playback o tempo todo, parece que até que são duas músicas diferentes. E pra completar o microfone  falhou várias vezes...



Não quero desmerecer o trabalho do cara, também vivo disso, mas dar uma estudadinha não mata ninguém. Então crianças, hoje aprendemos com o tio Ivanildo que repetição não é o melhor método de estudo, pois você pode tocar a mesma música cinco mil vezes  e ainda tocar errado! rsrsrs


A orla fluvial ( esse termo existe?) de Cabedelo tem uma feirinha com os mesmos produtos turísticos de João Pessoa, mas com preços incrivelmente menores. Um azulejo que custava R$20,00 em João Pessoa lá custava R$5,00.

domingo, 19 de março de 2017

Parrachos de Perobas e Punaú

A praia de Perobas fica no litoral norte do Rio Grande do Norte, a 78 km de Natal.  Os parrachos são as partes rasas que se formam longe da costa, ficam a 5 km de lancha.  Perobas é um oásis no meio do mar, com água cristalina perfeita para snorkeling. O silêncio do local só é quebrado pelos mergulhos.





Punaú é apenas um rio muito raso, não sei nem porque havia caiaques lá. Todos esses lugares isolados têm apenas um resort ou restaurante perto, e que com certeza detém o monopólio do turismo no local. Aí você fica sem saída, não tem nem onde procurar comida em outro local. 
Todos os passeios que fiz em Natal e arredores foram com a Marazul, que apesar dos imprevistos com a troca de datas (que foi desorganização do hostel também) eu recomendo. 




sábado, 18 de março de 2017

Recife e Olinda

Meu maior motivo de ir a Recife era assistir aos ensaios do maracatu,  a Banda Sinfônica do Recife e talvez Spok Frevo orquestra. Mas como fui perto do Natal, não consegui assistira a nada, a única coisa que estava acontecendo na cidade era aquele teatro do Menino Deus. Pelo menos em Recife dá pra andar de transporte público e o pessoal que trabalha nas informações turísticas do metrô conhece a cidade. 
Na verdade os únicos lugares que visitamos foram a Praia de Boa Viagem , Marco Zero e Casa dos Bonecos Gigantes. A Praia de Boa Viagem é só uma praia qualquer com uma placa de tubarão. Resolvi não me arriscar na água...



O Recife antigo é um bairro histórico onde ficam vários museus e o Marco Zero. Ouvi falar muito que o local é perigoso, mas não vi nada suspeito, é bom não arriscar. O interessante do local é o complexo de restaurantes Novo Porto e o mercado de artesanato.



Ainda no Recife Antigo fica a Casa dos Bonecos Gigantes. Todos os bonecos são réplicas de celebridades. Entrada R$10,00.

A recepcionista do hostel saía quase todos os dias à noite e carregava os hóspedes junto. Um dia fomos pra Olinda fazer uma espécie de "pub crawl". Os bares fecham perto da meia-noite.
Músicos tocando frevo em Olinda
Acabei indo novamente para Olinda durante o dia. Mas fui sozinha, são muitas ladeiras e eu não tinha muito tempo porque eu precisava pegar ônibus pra Natal no mesmo dia. É aqui que entra o golpe do guia turístico! Quando entrei na Catedral da Sé, apareceu um homem com um crachá dizendo que era guia turístico. Ele começou a me explicar sobre a história da cidade e tal. Eu saí da igreja e ele continuou atrás de mim falando um monte. Eu estava com pressa e fui embora, e ele me pediu para pagar pelo serviço de guia. Eu jurava que ele fosse alguém pago pela prefeitura, sei lá. Mas faz parte de uma espécie de ong que tira crianças da rua. Ele devia ter falado quando me abordou, explicado do que se tratava. Mas aí fiquei sem graça de dizer que não fui avisada e que não ia pagar. Resultado: acabei desembolsando R$70! Depois descobri que eles cobram R$50 por grupo, e uma pessoa sozinha sai por R$20 ou R$30. Achei pilantragem isso. Eu trabalho com música, agora vou aparecer do nada e começar a tocar pra qualquer um.  Aí vou dizer pra pessoa que ela tem que me pagar pelo meu serviço, mesmo sem eu ter perguntado se ela queria ou ter avisado que iria cobrar!


Os quatro cantos ( falta um que não apareceu na foto...)


Igreja do Carmo

Praia da Pipa

Tem dois jeitos de chegar em Pipa ( se você está sem carro): se aventurar no transporte público num programa roots level hard num caminho longo e demorado, ou pagar um tour. Depois que eu vi aquele povo chegando nos ônibus não me arrependi de ter pagado R$70 pra passar o dia. Pipa fica no município de Timbaú do Sul, a 84 km de Natal. É o lugar certo pra quem gosta de festa, o local ferve o dia todo.
Do famoso chapadão Pipa vê-se a Praia do Amor. A van subiu até o mirante, mas há uma escada para quem vai a pé ou de bicicleta.


 Almoçamos no Amô restaurante e Tapiocaria.  A maioria dos pratos é para duas pessoas em qualquer desses restaurantes turísticos, mas minha alma de pobre não me permite pagar R$100 pra almoçar, mesmo que tenha dinheiro. O melhor do restaurante são a vista e as redes pra tirar uma sesta.





Se você quiser tentar ( só tentar) ver os golfinhos, tem um passeio de lancha por R$40,00. Uma amiga minha nadou com eles, mas eu não vi nem um vulto.


A maré estava baixa, mas mesmo quando está alta não tem como avançar muito em direção ao mar por causa das pedras e ondas fortes. O pessoal fica nessas piscinas mesmo, a praia mais ao fundo é muito violenta.



Cerca de 5 km de Pipa fica a Praia do Madeiro. Mas só depois de descer uma escada íngreme, torta e escorregadia. A praia tem ondas fortes, água quentinha e várias espreguiçadeiras.



Dunas de Genipabu - passeio de buggy e lagoas

Eu estava com uma excursão para Genipabu marcada desde o início de dezembro, mas por algum motivo não foram me buscar. Tentamos reservar outra, mas já passava das 09:00 e não conseguimos, pois os passeios saem cedo. Para não perder um dia de viagem, resolvi ir por conta própria. Genipabu fica na cidade de Extremoz, a 25km do centro de Natal. Pensei em ir de ônibus pra economizar, mas ao longo dos meus 18 dias no nordeste cheguei à conclusão de que transporte público aqui é pra se incomodar, melhor pagar por um táxi.  Peguei um Uber e fiquei duas horas na praia esperando aparecer alguém para dividir o valor do bug comigo, pois todos eles já estavam cheios e ir sozinha custava muito caro. Até que apareceu um casal e dividimos o valor. O roteiro incluía dunas e lagoa, com emoção, é claro!

Depois de o jegue sair do caminho, seguimos com a bugueira Rita. Eu não me arrependo de ter sentado no banco da frente, acho que teria tombado lá atrás hahah. As dunas tem areia muito branca e a vista é linda. As dunas não são só isso na foto, tem muito o que percorrer com o bug e algumas lagoas com água limpinha.





Os dromedários pertencem à empresa Dromedunas, propriedade de um francês e uma brasileira, que exploram os animais há mais de 10 anos. Em 2000 cerca de 10 animais foram trazidos das Ilhas Canárias, hoje são 19 dromedários que passam quase 12 horas por dia carregando turistas. Eu não fiz o passeio de dromedário por motivos de exploração: dos animais e do meu bolso, pois custa R$65,00 uma voltinha.
Para chegar na lagoa e na tirolesa tivemos que pegar uma balsa para atravessar o rio. Foi a primeira vez que vi uma balsa ser empurrada com um bambu!


A Lagoa de Jacumã é onde fica a famosa tirolesa e o kamizase. Não fui em nenhum dos dois, pois já havia ido na tirolesa em Punaú e falou coragem pra me suicidar no kamikaze.

Não parece alto na foto, mas dava muito medo.
O passeio durou cerca de 4 horas. Ainda no final houve uma parada em outra lagoa onde dava pra comprar um pastel de vento rsrsrs. 
Vista da Ponte Newton Navarro