domingo, 27 de janeiro de 2019

Chegando em Bangkok

Para entrar na Tailândia é necessário apresentar passaporte válido por no mínimo 6 meses (a partir da data de entrada) e certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Veja aqui como emitir. Antes de pegar a bagagem você precisa ir até o balcão do health control mostrar o certificado. Tirando a fila o processo é bem rápido. Depois é só passar pela imigração e pega a bagagem. Não me pediram nada além do passaporte e do certificado, como comprovante de hospedagem ou passagem de volta.

Indo do aeroporto até o centro:


Na minha mente eu supostamente iria pegar um Uber até o hostel usando a wifi do aeroporto. Mas o Uber não funciona na Tailândia desde abril de 2018, o app utilizado lá é o Grab. Eu só fui descobrir isso lá. O grab envia um código por mensagem para validar o aplicativo, mas como eu não tinha chip na Tailândia o app não funcionava.
Por sorte havia mais 3 brasileiros tentado ir para hotéis perto do meu. Como o centro fica a cerca de 45 km do aeroporto Suvarnabhumi, os taxis custam cerca de 350 Baht (35 reais). Como os nossos hotéis estavam a menos de 2 km de distância e eram todos em uma linha reta, tivemos a ideia de irmos todos no mesmo carro. Mas os taxistas espertinhos queriam 300 baht para cada um! Ah, mas e o taxímetro? É lei que os taxistas precisam ligar o taxímetro, mas eles se recusam, ficam irritados se alguém pede.
Um dos brasileiros tinha o grab, mas não tem (ou não sabíamos) como adicionar paradas como no uber, então não adiantava Nenhum taxista queria levar a gente, eram quase 05:30 quando conseguimos um que concordou em nos levar por 650 baht, que foi dividido entre 4 pessoas.
Dica: instale o Grab no Brasil, esse rolo todo aconteceu porque eu estava sozinha, não tinha um app de transporte e não queria pagar uma facada no taxi. 
Depois de mais de 30 minutos no taxi cheguei no hostel às 06:00...com check-in para 14:00! Se você pagar um diária a mais, pode entrar mais cedo no quarto...mas não havia nenhum quarto disponível. O funcionário do hostel me deixou tomar um banho ( 2 dias sem, pensa kkk) e depois tomei café da manhã em um dos vários restaurantes que já estavam abertos a esta hora. Depois dormi no sofá até 13:00, quando a hóspede saiu e o quarto tinha sido limpo. O meu sono demorou 2 dias para voltar ao normal. Como dormi literalmente o dia todo, de madrugada eu não tinha sono, aí ficava aquele ciclo vicioso de sono na hora errada. Essa foi a minha primeira viagem fora da América do Sul, nunca tinha passado por tanta diferença de fuso horário.

Transfer entre o aeroporto Suvarnabhumi e Don Mueang (e vice-versa):

Como escrito na placa no início do post, há um free shuttle bus entre os dois aeroportos. Eu usei este transfer na volta, quando cheguei de Chiang Mai pelo aeroporto Don Mueang. Peguei o ônibus às 10:00 e em 50 minutos cheguei no aeroporto Suvarnabhumi. O meu voo era no próximo dia às 03:40, não tinha cartão de embarque ainda, mostrei o itinerário de viagem impresso com os horários e número do voo. O cara carimbou minha mão e a folha com um carimbo de borboletinha (sério kkk), mostrei pro motorista e fui!

Aproveitando conexões em Frankfurt e Shanghai


Frankfurt:

O aeroporto de Frankfurt fica a 12 km do centro. Dentro do próprio aeroporto você pode comprar o ticket numa máquina, custou € 9,95 ida e volta. Perto das máquinas de autoatendimento há placas escrito Regionalbanhof "S". Os trens S8 e S9 vão para o centro, saindo das plataformas 1 a 3. Pegue o trem sentido Hanau. Tem um escrito Wiesbaden, mas este faz o sentido contrário. Eu desci na estação Hauptwache, que ficava mais perto dos pontos turísticos do centro.
Eu tinha pesquisado em vários lugares sobre o que dava para ver no centro de Frankfurt para aproveitar essa conexão. Acontece que logo que saí da estação de trem eu comecei a ser seguida! Não sei de onde o cara era, mas não parecia alemão. Eu notei que havia alguém andando grudado atrás de mim. Para onde eu andava ele descaradamente me seguia. Eu entrava e saía em várias lojas, subia e descia escadas rolantes, mas o cara continuava me seguindo. E isso se repetiu por mais de meia hora. Eu estava procurando a saída da loja e ele apareceu na arara da frente me encarando. Eu encarei ele também e fiquei olhando. Ele fez sinal de quem quer dizer: Não? Não quer? Eu continuei encarando e foi embora, vi ele saindo da loja. O shopping tinha guardas, eu devia ter dado uns berros com o cara e falado com eles, mas estava tão apavorada que nem pensei nisso.
Só nessas tentativas de fuga perdi cerca de uma hora. Aí finalmente achei praça da Römerberg ( prefeitura). Consegui andar por uns 30 minutos em paz e comprar umas lembrancinhas. Ao entrar em uma loja encontrei um brasileiro que estava no mesmo voo que eu. Ele perguntou se eu já tinha ido a algum lugar no centro, eu respondi que estava até agora fugindo de um babaca e não havia dado tempo de ver muita coisa. Ele pediu para eu bater uma foto dele com a gopro. Como se essa perseguição não tivesse sido suficiente, o cara precisava se esfregar em mim para mostrar onde era o botão da gopro. E isso se repetiu por várias situações, o tempo todo o cara tinha que me cutucar, pois onde eu andava ele ia atrás. Aí chega né, falei que ia pegar o trem porque estava muito frio. "Pois é, vou pegar o mesmo trem que você então". Socooorro! Ainda bem que eu já tinha o ticket de volta, enquanto ele foi comprar o dele na máquina eu desci correndo para a plataforma e embarquei quase voando naquele trem.
Devido a essas desventuras em série, tenho bem poucas fotos de Frankfurt, já que vi pouquíssima coisa.
Igreja de Saint Nikolai

Römerberg




Shanghai:

Chegamos em Shanghai ( descobri que se pronuncia Shang - rai) às 13:20. Como queríamos sair do aeroporto ( o último voo saía às 23:00) tivemos que passar por várias coisas na imigração, nem lembro quantas. Depois que  conseguimos sair do aeroporto já passavam das 14:30. Havia um casal de brasileiros sentados ao meu lado e um deles já havia morado em Shanghai :-). Dentro do aeroporto mesmo dá pra pegar o metrô para o centro, dura pouco mais de uma hora. Não me pergunte nada sobre comprar ticket ou horários, pois eu só fui atrás do casal kkkk.
Como em Shanghai estava 1º e com muito vento, nós vimos bem pouca coisa, visto que a maior parte do tempo entrávamos em lojas para fugir do frio ahhah. Aí a gente saía, dava mais uma volta e depois entrava em outro local quentinho.



Na saída do metrô havia uma franquia da Dukin Donuts. Nunca havia ouvido falar, era barato e os donuts bonitinhos. Na Tailândia havia a mesma franquia pela metade do preço!


Depois de andar muito no frio finalmente chegamos na nossa última parada: a Skyline, onde ficam alguns dos prédios mais altos de cidade. 


Voando para a Tailândia com a Lufthansa e a Air China

Em maio de 2018 finalmente comprei a passagem para a tão sonhada e esperada viagem à Ásia. Depois de vários meses pesquisando, a passagem mais barata saiu R$ 4200 ( GRU - BKK), com longas conexões em Frankfurt e Shangai. Essa era a opção mais barata, mas no fim valeu a pena dar uma paradinha para conhecer cidades onde não sei quando vou pisar de novo. Maaas foi muito cansativo, jetlag matando e meu sono demorou 2 dias para voltar ao normal e Bangkok.

Lufthansa:

 Fiz check-in pela internet e no despacho de bagagem em Guarulhos ganhei um upgrade para a economy premium. Isso significa assentos maiores e mais espaçosos ( melhor pra dormir zzz) e uma bolsa com estampa do portão de Brandemburgo junto com kit ( máscara, escova de dentes e creme dental). O voo saiu 30 minutos atrasado.
Logo que sentei no avião os comissários serviram água e suco de manga. Poucos minutos depois da decolagem entregaram um pacote pequeno de bolachinhas. Perto das 23:00 foi servido o jantar e o café da manhã às 07:30. Havia sempre várias opções de bebidas como café, suco, vinho e refrigerante.


As opções de entretenimento eram bem diversas com filmes séries, documentários e álbuns em inglês e português. Havia também um mapa onde podia-se ver em qual lugar no mapa o avião estava, quanto tempo restante de viagem ainda havia, temperatura do lado de fora do avião, etc.
Os comissários de bordo eram muito simpáticos, eu passei a noite toda com rinite por causa do ar condicionado e um deles me trouxe um chá. Vários deles falavam ( e muito bem) português.
O voo chegou às 10:15 em Frankfurt. O voo para Shanghai só sairia às 19:00, então aproveitei para dar uma volta no centro da cidade. Confira  neste post.

Air China:

O embarque Frankfurt-Shangai ocorreu pontualmente às 19:00. Fiquei impressionada como os assentos da Air China são estreitos e duros, ainda mais para um voo de 11 horas! 
A opções de entretenimento não eram tão diversas quanto as da Lufthansa, havia muitos filmes chineses. Nos filmes em inglês só tinha legendas em chinês. Para alguém que não é fluente em inglês o voo deve ter sido beeem mais longo. Também havia o mesmo mapa na tv que na Lufthansa.
Mas no geral não houve nada ruim durante o voo, as aeromoças eram bem prestativas e a comida estava muito boa. Como o voo saía da Alemanha o jantar foi comida alemã! Linguiça com purê de maçã, purê de batata com repolho roxo e um brownie.
O café da manhã foi "mingau de galinha" com croissant e frutas. Ninguém entendia o que era o tal do "porridge". Quando abri fiquei com medo de comer. Eu e muita gente (tinha uns bagos de feijão no meio daquela coisa branca.) hahaa, só vendo pela cara dos outros passageiros. Mas o tal do mingau parecia uma sopa e era bem gostoso.


Chegamos em Shanghai ( que na verdade se pronuncia Shang -rai) às 13:30. Na fila da imigração havia muitos brasileiros, me juntei com 3 deles que também estavam em conexão para a Tailândia e fomos dar uma volta no centro de Shanghai. Confira no post aqui.
O voo para Bangkok ( finalmente, parecia que era mentira) saiu às 23:00 e chegou em Bangkok perto das 03:00. O engraçado é que esse voo de 4 horas foi num avião menor e muito mais espaçoso e com assentos mais largos do que o anterior. Durante o voo foram servidas bebidas e um sanduíche.
O que aconteceu depois da chegada em Bangkok eu conto nos próximos posts, aguardem!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Projeto Tamar e Praia do Forte - Salvador

Sabe aquela hora em que você queima dinheiro na viagem e não entende como  pode ter sido tão trouxa? E ainda por cima você tem um dia de passeio tão ruim que não quer nem lembrar depois? Aqui vai a minha história de passeio caro e ruim na Bahia. Vale a pena visitar o Projeto Tamar, mas vá de carro ou ônibus, não compensa pagar por um tour.
O Projeto Tamar fica no litoral norte de Salvador, a cerca de 90 km do centro. Tem como ir de ônibus, mas como pensei que perderia muito tempo no deslocamento para a rodoviária e depois para achar o local do projeto, achei mais viável pagar R$90,00 por um um tour para ser tudo mais rápido e aproveitar melhor o dia. Aí que começa a furada, indo por conta própria eu gastaria menos da metade e ainda não seria brigada a ficar 3 horas matando tempo num restaurante caro e ruim. O ônibus da empresa Expresso Linha Verde custa R$13,00 e o ingresso do Projeto TAMAR R$26,00 ( adulto).
Depois de cerca de 1:30 na van com vários turistas chegamos ao projeto Tamar. Chegando lá perguntamos se visitaríamos primeiro a praia ou o projeto e acabamos descobrindo que não dava tempo de realmente visitar os dois locais e teríamos que escolher entre um e outro. A maré na praia do forte estava muito baixa, só consegui dar uma leve molhada nos pés. Conhecer a praia não deu tempo mesmo. 


O Projeto Tamar tem 24 bases espalhadas pelo litoral brasileiro e tem como missão proteger as tartarugas marinhas e outras espécies como tubarões e arraias. Dezoito dessas bases funcionam o ano todo, mas 6 delas só funcionam durante o período de desova das tartarugas.
O projeto trabalha com três linhas de ação: conservação e pesquisa aplicadas, educação ambiental e o desenvolvimento local sustentável. 





Nas arraias era permitido encostar, o que não deveria pois estava cheio de crianças pentelhas batendo com as mãos na água. Eu levei um enorme susto quando cutuquei uma pela primeira vez! Sempre achei que elas tinha um tipo de couro, mas elas são molinhas! É uma coisa gosmenta, parece uma gelatina com limo.

Um dos pontos interessantes é ver as tartarugas enormes com mais de cem anos e ao lado as tartaruguinhas filhotes que ainda tem uma longa jornada pela frente. Desde a sua fundação já foram devolvidas mais de 35 milhões de tartarugas ao mar.



Até aí tudo bem, tivemos duas horas para apreciar os quelônios e depois nos encontrar para ir a uma outra praia almoçar. Nos levaram para um lugar horrível e caro, demorou quase uma hora para o meu pastel ficar pronto. Um calor infernal, não dava para se mexer, mal tinha local para sentar, várias bandas competindo ao mesmo tempo para ver quem tocava mais alto, e o pior: 3 horas de espera nesse lugar. Foi assim que terminou o passeio, com o  pessoal voltando enfurecido para a van e querendo os R$90,00 de volta. 



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Salvador - Praia e Farol da Barra

Salvador foi minha última parada durante os 15 dias que fiquei na Bahia. Depois de passar pela Chapada Diamantina, Morro de São Paulo e chacoalhar horrores em ônibus e barco, eu estava cansada. Durante os cinco dias que fiquei em Salvador não estava com ânimo para cumprir roteiros turísticos e acabei "esquecendo" de ir a lugares como a Igreja do Senhor do Bonfim e Mercado  Modelo.
Eu me hospedei no Farol da Barra Suites e Hostel, quase em frente à praia e o Farol da Barra. O mar estava tão agitado que mal dava para entrar na água, ou você esbarrava em alguém ou numa pedra. Nem preciso dizer que a praia estava lotada e conseguir lugar na areia só sentando em alguém. Um dia antes do meu voo fui presenteada com a maré baixa formando piscinas naturais, poucos turistas, água transparente, calma e vários peixinhos.



Museu Náutico da Bahia -  Forte de Santo Antônio da Barra

Presente em várias letras de música e um dos cartões postais de Salvador, o Forte conta com um museu náutico, sala com exposições temporárias, lojinha, cantina e o imponente farol onde você pode subir e ter uma vista estonteante da praia da Barra. 





O Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro do Brasil, tendo sua primeira edificação por volta de 1536 quando no Dia de todos os Santos, os portugueses  aportaram na barra e construíram ali seu local de posse na grade baía, hoje conhecida como Baía de todos os Santos.





Fim da tarde o gramado em frente ao forte fica lotado de gente pra ver o pôr do sol. E a muvuca segue até tarde junto com as barracas de acarajé. Provei o acarajé da Tânia ( sem pimenta!) ao lado do farol e gostei muito. O local é seguro ( eu sempre ia e voltava para o hostel a pé), sempre tem policiamento e turistas no calçadão.






sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Morro de São Paulo - Bahia

O Morro de São Paulo é uma ilha que fica no município de Cairu, na região conhecida como Costa do Dendê. É também conhecido como "Ibiza brasileira" devido às inúmeras festas caras regadas a música eletrônica e turistas hablantes de español. 

Como chegar:

Eu fui com o catamarã ( Biotur)  que parte do pier em frente ao Mercado Modelo de Salvador. O preço  varia entre R$97,00 e R$105,00 (depende do horário) e demora cerca de 02:30. O ingresso pode ser comprado pela internet ou na bilheteria do pier.



Há um caminho tortuoso de ônibus e barco partindo de Valença que dura hoooras e sai bem mais em conta, mas não sei quanto custa. E se você está com aquela grana dá pra ir de taxi-aéreo, cu$$$ta entre R$495 e R$530,00 cada perna, dura 20 minutos e eles pousam na 3º ou 4º praia.

Estrutura:

Prepare o seu bolso, tudo é caro. Os barcos chegam na primeira praia e antes de entrar realmente na ilha paga-se uma taxa de R$15,00. Saindo dali você será abordado por inúmeras pessoas oferecendo serviço de taxi. Inicialmente eu achei estranho porque não há carros na ilha. Pois bem, tem táxi sim!


Eles cobram R$20,00 pela "corrida". Pra quem está com pouca bagagem não compensa, pois lá tudo é perto, mas pra quem vai cheio de malas vale a pena pra não ficar descendo e subindo ladeira.

* Não existem bancos no Morro de São Paulo, apenas dois caixas eletrônicos do Bradesco e um do Banco do Brasil, e é comum que os caixas fiquem sem dinheiro.

* Não são aceitos cartões de crédito para pagamentos de passeios. A maioria dos lugares que aceita cartão é somente débito.

* Hospedagem barata é bem difícil de encontrar.  Os hotéis e pousadas de frente para ao mar são bem caros. Eu paguei R$150,00 no Piratas do Morro Hostel por 3 diárias com café da manhã. Não era aquela limpeza toda e ficava num labirinto a 200 metros segunda praia. O hostel fica em cima do Restaurante da Raimunda, que tem pratos bons com um preço justo, acho que é o único lugar do Morro que posso falar isso.

* Se não conseguir hospedagem na praia que queria não tem problema. Tudo é muito perto e as distâncias da 1º até a 4º praia são perfeitamente caminháveis. Eu fiquei na segunda praia e só fui uma vez na praia dela. Acabamos preferindo ir nas praias ao redor, levava poucos minutos caminhando.

Praias:

Eu não percorri todas as praias que havia, então vou falar somente das que fui:

1º praia: é onde fica o pier, tem mais estrutura como lojas, caixa eletrônico, restaurantes, escolas de mergulho, etc. Há também uma igreja e uma pracinha.


2º praia: é onde me hospedei. Não tem tantas lojas e há vários bares e lounges muito caros na areia da praia.

3º praia: com águas limpas e calmas, tem um banco de corais que fica à mostra na maré baixa. Também conta com infra-estrutura de restaurantes ( menos caros que a segunda praia), hoteis, pousadas e um mercadinho. 





Maré baixa no fim do dia.
4º praia: é a maior de todas e tem 8 km de extensão. Foi a praia de que mais gostei, ficamos literalmente o dia todo. Pegamos as marés alta e baixa e havia  pouca gente. Há algumas pessoas vendendo drinks na praia, mas acho que se passaram 3 pessoas vendendo comida o dia todo foi muito, não havia nenhum restaurante muito perto. 
Como não tem onde ligar os aparelhos na tomada, o carinha fazia batida num liquidificador movido à manivela. A batida dentro do cacau cu$ta R$18,00.
Essa praia é boa para quem vai com crianças ou quer fugir de pessoas que vão à ilha para fazer arruaça. Em algumas partes da 3º praia era impossível ter sossego, muita gente bêbada com enormes caixas de som ligadas no último volume. Aqui a água estava limpa, calma e podia-se ver alguns peixes com snorkel. 


Já viu um cacau por dentro?

Maré baixa: repare que o pessoal lá atrás está em pé!

Quinta praia ( Praia do Encanto):
a água nesta praia é cristalina e rasa, você caminha vários metros e não afunda. É a praia mais isolada, os restaurantes são dos próprios hotéis e alguns abrem ao público. Fizemos uma curta parada nesta praia quando estávamos indo para Garapuá.



 Praia de Garapuá e piscinas naturais:

Esse passeio pode ser comprado em uma das várias agências na segunda praia, eles ficam irritantemente oferecendo quando você passa. Os preços são tabelados e custou R$70,00. 
Praia bonita e isolada = você vai queimar dinheiro pra comer. O 4x4 saia às 10:30 e o barco para as piscinas era  para sair 13:30 mas atrasou um monte por causa da maré. Nesse meio tempo ficamos na areia da praia cheia de restaurantes com preços absurdos e que só aceitam cartão de débito. 
O carro estacionou em uma estradinha antes da praia, onde havia pastel por R$10,00. Depois de almoçarmos batata frita( era a única coisa que não dava raiva de pagar) fomos comer no tal do pastel. Não é questão de ter dinheiro ou não pra pagar, eu tinha, mas não vou ser idiota de pagar R$70,00 por uns pedacinhos de frango sendo que eu compro 1kg por R$12,00 no mercado. 


O barco é bem roots mesmo, de madeira e sem bancos. É preciso entrar com água até na cintura para chegar no barco. Em poucos minutos chegamos nas piscinas naturais, a maré estava muito baixa, a água morna e vários peixes coloridos e ouriços nos corais. 






O que mais há para fazer em Morro de São Paulo?

Conhecido como a Ibiza brasileira, o Morro é sinônimo de festa, o tempo todo tinha gente tentando vender ingressos na praia. Finalzinho da tarde os músicos já começam a agitar os vários bares com música ao vivo na beira da praia. E isso rola o ano todo mesmo.
Um ótimo lugar para ver o por do sol é a Toca do morcego, que fica na primeira praia. O por do sol é realmente bonito, mas não gostei da atmosfera do lugar, que era do tipo "to indo na balada cara pra ostentar". Paga R$15,00 só para entrar e ainda tem 10% de taxa de serviço. Ou seja, se você pedir um suco que custa R$12,00, já gasta R$28,20 no final. 
O lugar tem esse nome porque à noite realmente os mamíferos quirópteros costumam sobrevoar o local. Acho que também deveriam incluir no nome os diversos insetos que sobem nos puffes e caem na sua cabeça. O engraçado é que quando sol desapareceu no horizonte o pessoal começou a bater palma rsrsrs.



Tirolesa: subindo um pouco mais depois da toca do morcego tem uma tirolesa com 70 metros de altura e 300 metros de extensão, terminando com um mergulho no mar. Eu li sobre a tirolesa mas acabei esquecendo de ir!

Passeio "volta à ilha": é o mais procurado (R$120,00), passando por Tinharé e Boipeba. Esse passeio já estava na minha lista de coisas para fazer e quase comprei.  Mas estávamos tão cansadas (e eu  queimada) que decidimos não ir. Sim, não fomos ao passeio mais "tem-que-ir" do Morro de São Paulo. Escolhemos passar o dia de bobeira na quarta praia e não me arrependi. 

Mergulho com cilindro:

Eu fiz o mergulho de batismo com a Companhia do Mergulho na primeira praia (R$150,00). Para quem tivesse interesse tinha fotos (R$30,00) e filmagem (R$60,00).
Às 07:00 estávamos lá para o instrutor dar uma breve aula sobre como funcionam os equipamentos e o mergulho. Um tempo depois colocamos as roupas de neoprene, máscara, cilindro e fomos até a praia. Cada instrutor ficava com duas pessoas, e testamos primeiro na parte rasa o que aprendemos na aula. Depois de verificar que conseguíamos usar os equipamentos, fomos mergulhar de vez. 



Se você não tem o PADI, todo mergulho que fizer será sempre de batismo, mesmo que já tenha mergulhado com cilindro antes. 

IMPORTANTE!

Não subestime o poder do sol. Eu moro em Santa Catarina e sempre achei exagerado esse povo que fica branco de tanto protetor e vai à praia de manga comprida. O sol no sul nem se compara com o do litoral baiano. O barco para o Morro de São Paulo balançava muito, não há dramin que resolva. Eu muito esperta fui sentar na proa porque balançava menos. Acabei dormindo e me queimei. A queimadura foi tão feia que eu não conseguia nem dormir. Se eu me destampava o ar condicionado me dava rinite. Se eu me tampava só o fato de o lençol encostar em mim ardia horrores. Nos dois primeiros dias não conseguia nem andar direito. Depois comprei um vestido de manga comprida e um chapelão. Demorou mais de um mês para a queimadura descascar e sair completamente. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Poço Azul e Cachoeira do Mosquito - Chapada Diamantina

Você já deve ter visto fotos de pessoas flutuando em piscinas com água cristalina com um tom azulado na Chapada Diamantina. Há três cavernas com essa cor de água: Poço Azul, Poço Encantado e Gruta Azul. Mas apenas no Poço Azul é permitida a flutuação. Flutuação mesmo, pois não é possível "nadar" batendo braços e pernas (para não agitar a areia no fundo do poço e alterar a visibilidade da água), só boiar mesmo.
Como fomos os primeiros a chegar não havia fila e flutuamos por cerca de meia hora. O uso do colete é obrigatório, pois estamos a cerca de 20 metros de profundidade, mesmo que a transparência da água engane. O snorkel e o colete estavam inclusos no preço do passeio, mas se for por conta própria tem como alugar no local.
O local tem estacionamento, restaurane, loja e banheiros com ducha na entrada. Precisa tomar banho antes de entrar no Poço Azul.



Mas a água é daquela cor mesmo? Na verdade a água é transparente, cristalina, a coisa mais límpida que você vai ver na vida. O azul é reflexo da luz, a intensidade da cor muda dependendo do local para onde você olha e da luz do dia. Quando mergulhar com o snorkel vai ver as pedras, areia e galhos no fundo e um pouco da cor azul, que fica mais forte quando se olha o poço de cima e quando está dentro da água.
Como o meu celular e a câmera digital não batem fotos com muita veracidade, a  água parece escura mas estava muito transparente.


Uma expedição para mapear as galeiras submersas do Poço Azul levou à descoberta de uma ossada de preguiça gigante. Cerca de 14 animais tiveram ossadas descobertas neste local. Foi feito um documentário sobre a expedição, dá pra conferir aqui.
A ideia inicial era almoçarmos no restaurante do Poço Azul, mas não sei porque não deu tempo, aí fomos a um restaurante bem mais caro. Quando fui perguntar que sabores de suco havia..."tem mangaba, umbu, jaca e groselha" Meu deusss moça, diz aí alguma fruta que eu conheço kkk. O restaurante era bom, com comida caseira servida dentro de panelas de barro ( não tenho foto da comida) e redes.
Depois do almoço do Poço Azul seguimos para a Cachoeira do Mosquito. Não precisa levar o seu repelente, o nome é por causa das pequenas pedras de diamante que eram encontradas no local, tão minúsculas que pareciam mosquitinhos.
Não sei como é feita a classificação do nível das trilhas, mas todas que eu fiz eram consideradas fáceis, e pra mim era esforço moderado. Pra chegar na Cachoeira do Mosquito tem uma trilha com uma descida nas pedras...o problema é voltar. Só pode ter sido um atleta que classificou aquela ladeira como fácil.
A piscina da cachoeira é bem rasa e pequena, o pessoaL fica mesmo é apanhando da água debaixo da queda. O engraçado é que o volume de água muda, e do nada vem um jato no seu pescoço hahhaha.