quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Salvador - Praia e Farol da Barra

Salvador foi minha última parada durante os 15 dias que fiquei na Bahia. Depois de passar pela Chapada Diamantina, Morro de São Paulo e chacoalhar horrores em ônibus e barco, eu estava cansada. Durante os cinco dias que fiquei em Salvador não estava com ânimo para cumprir roteiros turísticos e acabei "esquecendo" de ir a lugares como a Igreja do Senhor do Bonfim e Mercado  Modelo.
Eu me hospedei no Farol da Barra Suites e Hostel, quase em frente à praia e o Farol da Barra. O mar estava tão agitado que mal dava para entrar na água, ou você esbarrava em alguém ou numa pedra. Nem preciso dizer que a praia estava lotada e conseguir lugar na areia só sentando em alguém. Um dia antes do meu voo fui presenteada com a maré baixa formando piscinas naturais, poucos turistas, água transparente, calma e vários peixinhos.



Museu Náutico da Bahia -  Forte de Santo Antônio da Barra

Presente em várias letras de música e um dos cartões postais de Salvador, o Forte conta com um museu náutico, sala com exposições temporárias, lojinha, cantina e o imponente farol onde você pode subir e ter uma vista estonteante da praia da Barra. 




O Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro do Brasil, tendo sua primeira edificação por volta de 1536 quando no Dia de todos os Santos, os portugueses  aportaram na barra e construíram ali seu local de posse na grade baía, hoje conhecida como Baía de todos os Santos.





Fim da tarde o gramado em frente ao forte fica lotado de gente pra ver o pôr do sol. E a muvuca segue até tarde junto com as barracas de acarajé. Provei o acarajé da Tânia ( sem pimenta!) ao lado do farol e gostei muito. O local é seguro ( eu sempre ia e voltava para o hostel a pé), sempre tem policiamento e turistas no calçadão.






sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Morro de São Paulo - Bahia

O Morro de São Paulo é uma ilha que fica no município de Cairu, na região conhecida como Costa do Dendê. É também conhecido como "Ibiza brasileira" devido às inúmeras festas caras regadas a música eletrônica e turistas hablantes de español. 

Como chegar:

Eu fui com o catamarã ( Biotur)  que parte do pier em frente ao Mercado Modelo de Salvador. O preço  varia entre R$97,00 e R$105,00 (depende do horário) e demora cerca de 02:30. O ingresso pode ser comprado pela internet ou na bilheteria do pier.



Há um caminho tortuoso de ônibus e barco partindo de Valença que dura hoooras e sai bem mais em conta, mas não sei quanto custa. E se você está com aquela grana dá pra ir de taxi-aéreo, cu$$$ta entre R$495 e R$530,00 cada perna, dura 20 minutos e eles pousam na 3º ou 4º praia.

Estrutura:

Prepare o seu bolso, tudo é caro. Os barcos chegam na primeira praia e antes de entrar realmente na ilha paga-se uma taxa de R$15,00. Saindo dali você será abordado por inúmeras pessoas oferecendo serviço de taxi. Inicialmente eu achei estranho porque não há carros na ilha. Pois bem, tem táxi sim!


Eles cobram R$20,00 pela "corrida". Pra quem está com pouca bagagem não compensa, pois lá tudo é perto, mas pra quem vai cheio de malas vale a pena pra não ficar descendo e subindo ladeira.

* Não existem bancos no Morro de São Paulo, apenas dois caixas eletrônicos do Bradesco e um do Banco do Brasil, e é comum que os caixas fiquem sem dinheiro.

* Não são aceitos cartões de crédito para pagamentos de passeios. A maioria dos lugares que aceita cartão é somente débito.

* Hospedagem barata é bem difícil de encontrar.  Os hotéis e pousadas de frente para ao mar são bem caros. Eu paguei R$150,00 no Piratas do Morro Hostel por 3 diárias com café da manhã. Não era aquela limpeza toda e ficava num labirinto a 200 metros segunda praia. O hostel fica em cima do Restaurante da Raimunda, que tem pratos bons com um preço justo, acho que é o único lugar do Morro que posso falar isso.

* Se não conseguir hospedagem na praia que queria não tem problema. Tudo é muito perto e as distâncias da 1º até a 4º praia são perfeitamente caminháveis. Eu fiquei na segunda praia e só fui uma vez na praia dela. Acabamos preferindo ir nas praias ao redor, levava poucos minutos caminhando.

Praias:

Eu não percorri todas as praias que havia, então vou falar somente das que fui:

1º praia: é onde fica  pier, tem mais estrutura como lojas, caixa eletrônico, restaurantes, escolas de mergulho, etc. Há também uma igreja e uma pracinha.


2º praia: é onde me hospedei. Não tem tantas lojas e há vários bares e lounges muito caros na areia da praia.

3º praia: com águas limpas e calmas, tem um banco de corais que fica à mostra na maré baixa. Também conta com infra-estrutura de restaurantes ( menos caros que a segunda praia), hoteis, pousadas e um mercadinho. 




Maré baixa no fim do dia.
4º praia: é a maior de todas e tem 8 km de extensão. Foi a praia de que mais gostei, ficamos literalmente o dia todo. Pegamos as marés alta e baixa e havia  pouca gente. Há algumas pessoas vendendo drinks na praia, mas acho que se passaram 3 pessoas vendendo comida o dia todo foi muito, não havia nenhum restaurante muito perto. 
Como não tem onde ligar os aparelhos na tomada, o carinha fazia batida num liquidificador movido à manivela. A batida dentro do cacau cu$ta R$18,00.
Essa praia é boa para quem vai com crianças ou quer fugir dos nossos compatriotas sulamericanos que vão à ilha para fazer arruaça. Em algumas partes da 3º praia era impossível ter sossego, muita gente bêbada com enormes caixas de som ligadas no último volume. Aqui a água estava limpa, calma e podia-se ver alguns peixes com snorkel. 


Já viu um cacau por dentro?

Maré baixa: repare que o pessoal lá atrás está em pé!

Quinta praia ( Praia do Encanto):
a água nesta praia é cristalina e rasa, você caminha vários metros e não afunda. É a praia mais isolada, os restaurantes são dos próprios hotéis e alguns abrem ao público. Fizemos uma curta parada nesta praia quando estávamos indo para Garapuá.



 Praia de Garapuá e piscinas naturais:

Esse passeio pode ser comprado em uma das várias agências na segunda praia, eles ficam irritantemente oferecendo quando você passa. Os preços são tabelados e custou R$70,00. 
Praia bonita e isolada = você vai queimar dinheiro pra comer. O 4x4 saia às 10:30 e o barcos para as piscinas era  para sair 13:30 mas atrasou um monte por causa da maré. Nesse meio tempo ficamos na areia da praia cheia de restaurantes com preços absurdos e só aceitam cartão de débito. 
O carro estacionou em uma estradinha antes da praia, onde havia pastel por R$10,00. Depois de almoçarmos batata frita, pois era a única coisa que não dava raiva de pagar, fomos comer no tal do pastel. Não é questão de ter dinheiro ou não pra pagar, eu tinha, mas não vou ser idiota de pagar R$70,00 por uns pedacinhos de frango sendo que eu compro 1kg por cerca de R$12,00 no mercado. 


O barco é bem roots mesmo, de madeira e sem bancos. É preciso entrar com água até na cintura para chegar no barco. Em poucos minutos chegamos nas piscinas naturais, a maré estava muito baixa, a água morna e vários peixes coloridos e ouriços nos corais. 







O que mais há para fazer em Morro de São Paulo?

Conhecido como a Ibiza brasileira, o Morro é sinônimo de festa, o tempo todo tinha gente tentando vender ingressos na praia. Finalzinho da tarde os músicos já começam a agitar os vários bares com música ao vivo na beira da praia. E isso rola o ano todo mesmo.
Um ótimo lugar para ver o por do sol é a Toca do morcego, que fica na primeira praia. O por do sol é realmente bonito, mas não gostei da atmosfera do lugar, que era do tipo "to indo na balada cara pra ostentar". Paga R$15,00 só para entrar e ainda tem 10% de taxa de serviço. Ou seja, se você pedir um suco que custa R$12,00, já gasta R$28,20 no final. 
O lugar tem esse nome porque à noite realmente os mamíferos quirópteros costumam sobrevoar o local. Acho que também deveriam incluir no nome os diversos insetos que sobem nos puffes e caem na sua cabeça. O engraçado é que quando sol desapareceu no horizonte o pessoal começou a bater palma rsrsrs.



Tirolesa: subindo um pouco mais depois da toca do morcego tem uma tirolesa com 70 metros de altura e 300 metros de extensão, terminando com um mergulho no mar. Não sei por qual motivo, talvez esquecimento mesmo,mas  eu não fui! 

Passeio "volta à ilha": é o mais procurado (R$120,00), passando por Tinharé e Boipeba. Esse passeio já estava na minha lista de coisas para fazer e quase comprei.  Mas estávamos tão cansadas (e eu  queimada) que decidimos não ir. Sim, não fomos ao passeio mais "tem-que-ir" do Morro de São Paulo. Escolhemos passar o dia de bobeira na quarta praia e não me arrependi. 

Mergulho com cilindro:

Eu fiz o mergulho de batismo com a Companhia do Mergulho na primeira praia (R$150,00). Para quem tivesse interesse tinha fotos (R$30,00) e filmagem (R$60,00).
Às 07:00 estávamos lá para o instrutor dar uma breve aula sobre como funcionam os equipamentos e o mergulho. Um tempo depois colocamos as roupas de neoprene, máscara, cilindro e fomos até a praia. Cada instrutor ficava com duas pessoas, e testamos primeiro na parte rasa o que aprendemos na aula. Depois de verificar que conseguíamos usar os equipamentos, fomos mergulhar de vez. 



Se você não tem o PADI, todo mergulho que fazer será sempre de batismo, mesmo que já tenha mergulhado com cilindro antes. 

IMPORTANTE!

Não subestime o poder do sol. Eu moro em Santa Catarina e sempre achei exagerado esse povo que fica branco de tanto protetor e vai à praia de manga comprida. O sol aqui nem se compara com o do litoral baiano. O barco para o Morro de São Paulo balançava muito, não há dramin que resolva. Eu muito esperta fui sentar na proa porque balançava menos. Acabei dormindo e me queimei. A queimadura foi tão feia que eu não conseguia nem dormir. Se eu me destampava o ar condicionado me dava rinite. Se eu me tampava só o fato de o lençol encostar em mim ardia horrores. Nos dois primeiros dias não conseguia nem andar direito. Demorou mais de um mês para a queimadura descascar e sair completamente. Depois comprei um vestido de manga comprida e um chapelão. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Poço Azul e Cachoeira do Mosquito - Chapada Diamantina

Você já deve ter visto fotos de pessoas flutuando em piscinas com água cristalina com um tom azulado na Chapada Diamantina. Há três cavernas com essa cor de água: Poço Azul, Poço Encantado e Gruta Azul. Mas apenas no Poço Azul é permitida a flutuação. Flutuação mesmo, pois não é possível "nadar" batendo braços e pernas (para não agitar a areia no fundo do poço e alterar a visibilidade da água), só boiar mesmo.
Como fomos os primeiros a chegar não havia fila e flutuamos por cerca de meia hora. O uso do colete é obrigatório, pois estamos a cerca de 20 metros de profundidade, mesmo que a transparência da água engane. O snorkel e o colete estavam inclusos no preço do passeio, mas se for por conta própria tem como alugar no local.
O local tem estacionamento, restaurane, loja e banheiros com ducha na entrada. Precisa tomar banho antes de entrar no Poço Azul.



Mas a água é daquela cor mesmo? Na verdade a água é transparente, cristalina, a coisa mais límpida que você vai ver na vida. O azul é reflexo da luz, a intensidade da cor muda dependendo do local para onde você olha e da luz do dia. Quando mergulhar com o snorkel vai ver as pedras, areia e galhos no fundo e um pouco da cor azul, que fica mais forte quando se olha o poço de cima e quando está dentro da água.
Como o meu celular e a câmera digital não batem fotos com muita veracidade, a  água parece escura mas estava muito transparente.


Uma expedição para mapear as galeiras submersas do Poço Azul levou à descoberta de uma ossada de preguiça gigante. Cerca de 14 animais tiveram ossadas descobertas neste local. Foi feito um documentário sobre a expedição, dá pra conferir aqui.
A ideia inicial era almoçarmos no restaurante do Poço Azul, mas não sei porque não deu tempo, aí fomos a um restaurante bem mais caro. Quando fui perguntar que sabores de suco havia..."tem mangaba, umbu, jaca e groselha" Meu deusss moça, diz aí alguma fruta que eu conheço kkk. O restaurante era bom, com comida caseira servida dentro de panelas de barro ( não tenho foto da comida) e redes.
Depois do almoço do Poço Azul seguimos para a Cachoeira do Mosquito. Não precisa levar o seu repelente, o nome é por causa das pequenas pedras de diamante que eram encontradas no local, tão minúsculas que pareciam mosquitinhos.
Não sei como é feita a classificação do nível das trilhas, mas todas que eu fiz eram consideradas fáceis, e pra mim era esforço moderado. Pra chegar na Cachoeira do Mosquito tem uma trilha com uma descida nas pedras...o problema é voltar. Só pode ter sido um atleta que classificou aquela ladeira como fácil.
A piscina da cachoeira é bem rasa e pequena, o pessoaL fica mesmo é apanhando da água debaixo da queda. O engraçado é que o volume de água muda, e do nada vem um jato no seu pescoço hahhaha.






Cachoeira do Buracão - Chapada Diamantina

Quando você procura por passeios para a Cachoeira do Buracão todos dizem que é a cachoeira mais bonita da Chapada.  Tão bonita quanto distante. As duas horas e meia de carro, mais a caminhada e a flutuação para chegar na cachoeira compensam ainda mais a vista.
Acredito que este seja um dos passeios mais caros, custou R$350,00 pela Chapada Daniel Adventure.  
Há tours de um dia e dois dias. O tour de um dia ( bate e volta) sai de Lençóis às 06:00 e volta para Lençóis é às 17:00, chegando cerca de 20:00. Esse tour é realmente cansativo, visto que você provavelmente irá fazer outro passeio no dia depois ou pegar um ônibus.
O tour de dois dias vai no primeiro dia ao Poço Azul e no segundo dia à Cachoeira do Buracão. A diferença está na distância percorrida de carro. No primeiro dia são 1:30 até o Poço Azul e  há  pernoite em uma pousada em Mucugê. No dia seguinte que você visitará a Cachoeira do Buracão. Tudo é feito com tempo.
Como não reservei nada antes e estava sozinha não consegui fechar um grupo para ir ao tour de dois dias e precisei fazer o bate volta. Tentem fazer o tour de dois dias, é muito mais prático e menos cansativo.
Às 06:15 a van me buscou no hostel, eu e mais um casal seguimos para a Cachoeira do Buracão. As estradas estavam em ótimo estado e asfaltadas, o que facilita o trajeto. Às 08:00 Paramos em uma pousada em Mucugê para um café da manhã ( muito bom) que estava incluído no passeio.
Depois seguimos para a reserva onde fica o início da trilha de 3 km até a cachoeira. O local tem banheiro, chuveiro e estacionamento. Vi várias pessoas fazendo esse passeio sem guia, a trilha meio que não tem erro, é só seguir pelo rio e descer e subir as várias escadas e pedras. 


Cachoeira das orquídeas
Não é somente a queda de 100 metros que faz a beleza da cachoeira, os cânions formam uma paisagem singular. Quando o volume de água está baixo pode-se ir flutuando até a queda. Quando está alto e tem muita correnteza, o  jeito é ir s segurando nas rochas mesmo. A espuma branca não é sujeira, é matéria orgânica :-).





Como fui em dezembro a temperatura da água estava agradável, o guia falou que no inverno nem ele entra na água de tão gelada. A piscina da cachoeira tem cerca de 50 metros de profundidade e perto da queda há uma correnteza forte. Mesmo que saiba nadar aconselho a não tirar o colete, pois a água é densa e nadar ali é diferente de nadar em uma piscina ou no mar.
É possível subir um pouco nas pedras e sentar atrás da queda. É tudo muito escorregadio, mas com uma mãozinha dá para subir.




Na volta pudemos ver de cima o buracão da cachoeira. Aí sempre tem aquela foto tensa do pessoal debruçado no penhasco.


Depois do banho revigorante na cachoeira estávamos prontos para subir na trilha de volta. Descer as escadas foi fácil, depois de poucas pedras estava todo mundo morrendo e fomos obrigados a parar para descansar. 
ÀS 17:00 embarcamos na van de volta para enfrentar 210 km até Lençóis. A Cachoeira do buracão vale a pena em qualquer tour, mas acredito que fazendo o tour de dois dias o passeio é melhor aproveitado.




quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Chapada Diamantina - informações básicas

A Chapada Diamantina é uma região de preservação ambiental e turismo ecológico composta por 24 municípios. A Chapada possui cachoeiras, cânions, grutas com trilhas com vários níveis de intensidade. A maior parte do percurso é feita de carro ou van, mas em quase todos os passeios é preciso caminhar, subir e descer partes íngremes.
Não existem cidades dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, todas elas ficam ao redor. A cidade base que a maioria escolhe para os passeios é Lençóis, que fica a 430 km de Salvador. Lençóis tem cerca de 11.000 habitantes, foi fundada no século XIX e guarda muitos traços da arquitetura portuguesa. A cidade tem várias agências de turismo que fazem os mesmos tours, então vale a pena pesquisar antes de reservar. 

Como chegar: de ônibus ou avião. As empresas Real Expresso e Rápido Federal realizam o trajeto diariamente partindo de Salvador. O trajeto dura cerca de 7 horas e custa R$85,00 cada trecho. Lençóis tem o Aeroporto Horácio de Mattos, o voo direto saindo de Salvador dura 1 hora e cada trecho custa cerca de R$200,00 pela Azul. 

Clima: devido à altitude é mais frio do que Salvador. Eu fui em dezembro e a temperatura estava bem agradável.

Quando ir: segundo o guia, no inverno a água da cachoeira fica tão fria que nem ele entra na água. Tanto é que a cidade de Mucugê é chamada de Mucu-gelo. Eu fui no verão e a temperatura da água das cachoeiras estava boa para se banhar. O local onde me hospedei tinha ventilador e foi suficiente.

Hospedagem: fiquei no Albergue Repousar ( R$35 a diária sem café). A cidade é muito pequena e há muita hospedagem a menos 500 metros do centro. 

Comida:  há alguns mercadinhos, pode-se encontrar tudo mas é caro. Um escondidinho de carne de sol com arroz e salada custou R$35,00 ( para uma pessoa). Se você ficar comendo basicamente tapioca que nem eu dá pra gastar R$15,00 rsrs. Os pratos para duas pessoas saem mais em conta, mas querer fazer uma refeição boa sozinho sai mais caro.
Os restaurantes com mesas enfeitadas nas ruas de pedras à noite são um charme, vários lugares têm música ao vivo.

Dinheiro: Lençóis tem uma agência do Banco do Brasil e postos de atendimento da Caixa e do Bradesco. No Bradesco o saque funciona das 08:00 - 17:00 e é bem comum não ter dinheiro, já que os caixas são abastecidos a cada 15 dias.
O Bradesco tem pontos de saque no Mercado Brandão, Restaurante Garimpo Gourmet e Loja Wagno Utilidades. Mas não pense que é um caixa eletrônico, você coloca o cartão na máquina como se fosse comprar algo e eles te dão o dinheiro, sério ahahah. Nunca vi isso na vida, é como se estivesse comprando o dinheiro mesmo.  Esses locais têm limite de saque e a pessoa que faz o saque nem sempre esta lá, então deixe dinheiro guardado.

Gastos: fora a comida e a hospedagem um pouco mais caras, ainda tem os passeios onde você irá gastar cerca R$200,00 por dia na maioria deles. O preço depende da dificuldade de chegar no local, R$200,00 é o preço dos tours de 1 dia mais procurados. Os tours que fiz incluíam a taxa de visitação e o almoço no preço final, pergunte antes.

Reservas: eu não reservei nada antes e perdi um dia porque cheguei no dia 21/12 e estava pouco movimentado. Como eu estava sozinha houve dificuldade em fechar grupos para os passeios que eu queria, pois nem todos os passeios saem todo dia. Vale a pena enviar um email antes para as agências e perguntar sobre a disponibilidade.


Quando tempo ficar: eu fiz três dias de passeios, mas acho que cinco dias seria o ideal para conhecer boa parte da Chapada. Os passeios que fiz nesses  três dias foram:
Cachoeira do Buracão
Poço Azul e Cachoeira do mosquito.
Cachoeira do Poço do Diabo, Gruta da Fumacinha, Gruta da Pratinha e Morro do Pai Inácio.

Horários: durante a tarde a cidade fica quase deserta, há praticamente só agências de turismo abertas. Como o pessoal fica o dia todo nos passeios e só volta à noite, às 18:00 é que os restaurantes e lojas começam a abrir.
Lençóis à tarde...