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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Trindade

Trindade é uma vila que fica cerca de 30 minutos do centro de Paraty. Eu fiz um bate e volta para visitar a Praia do Meio, Pedra que engole e o Caixa d'aço. Os ônibus saem do terminal de Paraty. A primeira parada foi a praia do meio.  Desça na última parada do ônibus e siga pela estrada de areia.
Praia do Meio
Para chegar até a piscinal natural do Caixa d'aço pode-se fazer uma trilha que dura cerca de uma hora ou pegar um dos vários barcos (R$30 ida e volta), leva menos de 10 minutos. Eu cheguei cerca de 10:00 e já estava muito lotado, e cada vez piorava. 
Foi complicado usar o snorkel sem esbarrar em alguém. Se eu não esbarrava em alguma pessoa batia com o pé em alguma pedra. Como o fundo é irregular, nunca dá pra saber onde se está pisando e acabei enfiando um espinho no dedão do pé fui pro posto de saúde mancando e com a perna ralada.
Tirando estes pormenores, a água é cristalina e facilmente se veem peixes nadando no meio das pessoas, alguns até dando uma "mordida" no pé.
Água cristalina do Caixa d'aço
Depois de tirar o intruso da minha pele parti para a cachoeira da pedra que engole. A entrada fica perto de um riozinho que parece sujo mas na verdade é água do mangue e tem vários caranguejos azuis. Se prepare para a trilha, não deve durar mais do que 20 minutos mas é cansativa, escorrega bastante e requer muito cuidado. As passagens são estreitas e ficam na beira de um barranco, quando você quer subir tem gente querendo descer e vice versa.
A minha ideia era ser engolida pela pedra, mas quando vi que tinha dois caras do samu com uma maca prontos para socorrer algum maluco ( houve acidente uns dias atrás) e aquela água trincando de tão gelada, desisti.
Cachoeira da pedra que engole
Quando fui voltar "achei" uma cachoeira na qual não tinha reparado na subida, onde tinha bem menos gente e a água não era tão fria. 

Em setembro de 2015 houve um acidente que causou várias mortes com um ônibus muito lotado que ia de Paraty a Trindade. Agora os ônibus não podem ir com ninguém em pé, quando lotam os passageiros sentados o ônibus sai e tem que esperar o próximo. Isso me fez esperar 1:30 em pé para conseguir embarcar. 

Ilhas de Paraty

Se quiser ver água limpa, sem bactérias e mergulhar em Paraty tem que pegar um barco e ir até as ilhas. No pier há muitos barcos que fazem roteiros parecidos. Eu agendei com a Paraty tours um dia antes, mas dá pra fazer na hora mesmo, sempre tem vaga já que os barcos são muitos. Como tem mais barco do que ilha, depende do roteiro que você escolhe mal dá pra se mexer na água porque fica tudo congestionado,vários barcos no mesmo lugar, todo mundo querendo mergulhar e ver os peixes, que acabam sumindo. Foi isso que aconteceu com umas meninas que agendaram tour pela mesma agência que eu. Eu tive sorte de que em todas as paradas não havia mais do que dois barcos, tinha espaço pra todo mundo e vi muitos peixes.
O tour saiu por R$90 com snorkel e almoço incluído. O preço das bebidas no barco vem acompanhado de muito sal, R$18 uma batida. A caipirinha mais barata que achei em Paraty custou R$15.
Saindo nada pontualmente (ainda estamos no Brasil rsrs), o passeio durou cerca de 6 horas. A primeira parada foi na lagoa azul, que na verdade é verde. 
Quem perdesse o snorkel precisaria pagar R$100. E adivinha quem perdeu? ahahah. Minutos depois de entrar na água o caninho do meu snorkel sumiu, eu vi onde caiu mas eu não conseguia descer pra pegar. Eu avisei um dos "marinheiros", que foi na água mas não encontrou...a mulher já tinha até anotado na minha comanda. Eu pedi pra um dos turistas pegar pra mim e ele conseguiu. Falta de vontade sabe, nem fizeram questão de ajudar. Quando entreguei o snorkel ela colocou em uma cesta separada dos demais, pois o caninho estava com defeito, caiu porque não estava bem preso à máscara. 




A segunda parada foi na Ilha da Cotia, uma praia que esconde outra logo atrás. A água em todas as praias estava morna e bem transparente, era muito fácil ver peixes de todos os tipos.


Na verdade a praia do outro lado da ilha já conta como a "3º parada", então depois disso fomos à última, a Praia da Conceição. Depois da Lagoa verde azul, era a mais cristalina de todas.


Você pode ter suas fotos subaquáticas por R$60. Deve até valer a pena, pois o fotógrafo mala fica o tempo todo com a câmera na cara de todo mundo, mesmo de quem afirmou não querer as fotos. Depois que vi as fotos horríveis que a câmera do meu nokia tirou me bateu um leve arrependimento.
Apesar da chuva e o tempo nublado, vale a pena mesmo assim, a água apenas não é tão azul como nas fotos. Mas é bem limpa e dá pra aproveitar o mergulho em águas sem micróbios. E pra finalizar, um dos marinheiros busca conchas com moluscos que você arranca da concha, pinga um pouco de limão e come :-), muito phynno.

Praia do Pontal e Jabaquara - Paraty

Paraty tem apenas duas prais aptas para banho, mas vá por mim, não mergulhe em nenhuma das duas. Se puder nem coloque o pé na água.Várias pessoas me alertaram, mas como a praia estava cheia e a água não parecia suja resolvi arriscar. Resultado: passei o Revéillon com virose.
A praia do pontal é a pior, fica bem perto de onde os barcos saem e tem umas "espuminhas" na água. A paisagem é bonita, mas é bom ficar o mais longe o possível da água.
A praia da Jabaquara fica logo depois...de subir um morro muito alto. ´É uma praia diferente de todas que já vi: na água tem lama no lugar de areia, a água é marrom e praticamente não afunda, dá pra andar quase até a ilha do meio. Mas como a Praia do Pontal é bom não arriscar mais do que um caiaque. O silêncio é surpreendente, você só ouve a água batendo no caiaque, mais nada.

O local é bom para alugar um caiaque, almoçar um peixe e relaxar em uma das várias redes disponíveis na praia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Paraty

Minha primeira impressão de Paraty não foi das melhores. Eu reservei pelo booking um hostel horrível, que mentia nas fotos e na localização. Na página constava como centro histórico mas na verdade fica na Ilha das cobras, um local macabro e afastado do centro. Depois de andar muito para achar o hostel me deparei com um dos lugares mais sujos onde já estive. Após o susto resolvi dar um volta até no "porto", onde saem os barcos de passeio. O que vi foi somente lixo e abandono, nada do que eu via naquelas propagandas da globo sobre Paraty.

Voltei para o hostel e fui tentar cozinhar alguma coisa. Mas somente tentar, na cozinha mais suja que já vi. Cheia de louça suja, pia cheia de restos de comida, louça quebrada, frigobar com frutas podres e toalha de mesa toda manchada. Se eu visse um rato não iria me espantar. Pra piorar o ar condicionado era ligado a partir das 22:00 e não funcionava, sem contar na pia do banheiro cheia de algo não identificado que se parecia com pêlos. 
E eu tinha uma semana pela frente ainda, mas naquele lugar eu não ficaria.Prefiro perder o dinheiro que paguei do que estragar uma semana de férias. No mesmo dia saí à noite pela cidade atrás de outro hostel, mas nada de vagas ( só hoteis de R$300 a diária) afinal era 27 de dezembro. Eu dormi ali mesmo achando que nada poderia piorar, quando no café da manhã tinha um bando de gente fumando na minha cara.
Fui dar mais uma volta para ver se eu encontrava algum lugar. Em uma das pousadas que entrei, onde também não havia vaga, a dona tinha uma filha que havia acabado de abrir um hostel. Então ela me levou até lá :-). Havia vaga para apenas dois dias, e eu ficaria 6 dias. Mas minutos depois de eu chegar uma mulher cancelou a reserva, pois descobriu que não poderia levar a cachorrinha. 
Então reservei e fui atrás de um táxi para me levar até o hostel macabro-fantasma para fazer a mudança. Os táxis em Paraty são tabelados pela prefeitura, e cobram a partir de R$ 25 e vai aumentando de 25 em 25. Isso significa que paguei R$50 para uma viagem de 10 minutos!!!
Roubos à parte, dia 28 de dezembro me mudei para o hostel novo, Behappy hostel. Um lugar limpo, fresquinho, perto do centro histórico e da rodoviária, tinha até uma jacuzzi! E o melhor: sem nicotina na minha cara no café da manhã hahaha.
Antes e depois kkkkk
Iniciando oficialmente a minha viagem, parti para o centro histórico. A área é somente para pedestres, tudo bem preservado e calmo. A maior parte da população vive de turismo e em muitos locais não se ouve português. Isso explica os preços astronômicos da cidade. Almoçar ou jantar é uma facada, sem contar nos garçons que te ignoram se você não sentar numa mesa e pedir comida sem olhar o preço. Eu e mais duas mulheres que conheci no hostel fomos perguntar se os pratos do cardápio eram pra uma ou duas pessoas ( a maioria é para duas), ela disse que ia chamar outra pessoa pra nos atender e sumiu. É assim nos vários restaurantes com mesas na rua, se chegar olhando o cardápio eles não te atendem, pergunte algo e já evaporam!
Na programação de final de ano e ano novo havia bandas duas vezes ao dia, às 17:00 e 22:00, e também os inúmeros músicos que tocam na rua, muitos deles turistas que vêm vender a sua arte ahahaha.




À noite a cidade fica ainda mais bonita iluminada pelos lampiões. Mas os restaurantes fecham cedo, perto da meia noite tem poucos abertos. 

Quando a maré sobe as ruas perto do porto ficam alagadas, em algumas nem tem como passar.