Mostrando postagens com marcador trilhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trilhas. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de agosto de 2022

Trilha do Morro do Baú em Ilhota - SC

O Parque Botânico Municipal Morro do Baú fica na cidade de Ilhota, em meio às montanhas do vale do Itajaí em Santa Catarina. O Morro do Baú, que recebeu este nome por ter o seu formato similar ao de um caminhão baú, é muito conhecido na região do Vale do Itajaí e atrai regularmente muitos praticantes de trilha para subir os seus 812,46 metros de altura.

O parque foi fundado em 1961 pelo botânico Padre Raulino Reitz, com o objetivo de preservar a sua área de 750 hectares. O parque conta com sede e quiosques para camping e churrasco, mas após o desastre das enchentes de 2008 que ocasionaram vários deslizamentos e mortes na região do entorno do Morro do Baú, toda esta estrutura encontra-se abandonada.

Foto: https://oeco.org.br/colunas/20434-o-dia-em-que-santa-catarina-derreteu/

O parque fica localizado na Estrada Geral do Baú, s/n, fiz o trajeto vindo pela Rodovia Ingo Hering ( BR 470 ) e entrando pela Rua Bonifácio Händchen. O caminho é feito boa parte por estrada de barro, e a paisagem torna-se cada vez mais rural e bucólica conforme nos aproximamos do Morro do Baú. Chegamos cerca de 08:30 à antiga sede para iniciar a trilha e retornamos às 15:00 ao estacionamento. O trajeto total tem 4140 metros.


Como já mencionei, o parque encontra-se abandonado há anos, então não há cobrança de entrada ou controle de quem entra e sai do parque. Deixamos os carros estacionados em frente à antiga sede e seguimos para a trilha. Não há registros de roubos ou assaltos no local, que é bastante isolado. Mesmo sem um guarda acho seguro deixar o carro ali para fazer a trilha.


A trilha é considerada nível 4 ( moderada ). A subida tem pouca inclinação, salvo algumas partes com escalaminhada ( subida em pedras ou "degraus" ). Mesmo não sendo uma trilha que exija experiência, não aconselho a fazer sem guia ou alguém que conheça bem o local. Eu fiz a trilha em grupo com a @terramediatrekking de Blumenau, o guia já subiu e acampou algumas vezes no morro. Já houve casos de grupos que se perderam e foram resgatados de helicóptero, inclusive havia um casal perdido quando estávamos voltando do cume.

Ao longo da trilha há vários locais com água, mas somente na fonte da foto a água é potável. Apesar de isolado, há moradores nos arredores, não sendo confiável beber água de qualquer local durante a trilha. No meio do percurso há uma clareira onde as pessoas costumam acampar para depois subir de madrugada para ver o por do sol no cume.



Eram cerca de 11:00 quando chegamos ao cume, paramos para fazer um lanche e apreciar a vista. Do lado leste do Morro do Baú você pode ver as cidades do litoral e seus prédios. Do lado oeste as cidades de Gaspar e a Igreja Matriz, Blumenau e Jaraguá do Sul. O guia conseguiu identificar alguns picos de Jaraguá do Sul e o Spitzkopf de Blumenau, você pode procurar nas fotos porque eu não se identificar rsrsrs. Perto da sede do Morro do Baú tem uma cachoeira, que pode ser vista do cume.



Depois de bem alimentados seguimos para o retorno da trilha. Chegamos cerca de 15:00 na sede e fizemos uma curta trilha para a cachoeira, que também é utilizada para fazer rapel devido à sua formação rochosa.
                                       Morro do Baú ao fundo e Cachoeira do Morro do Baú





sábado, 30 de outubro de 2021

Cachoeira do Rio Laeisz - José Boiteux

José Boiteux é uma cidade localizada na região do Vale do Itajaí em Santa Catarina. Com cerca de 5.000 habitantes, é conhecida pelas suas cachoeiras, destacando-se a Cachoeira do Rio Laeisz, Cachoeira Wiegand e Cachoeira do Encontro. A cidade também é conhecida por abrigar a Reserva Indígena Duque de Caxias e a Barragem Norte, construída para diminuir o efeito das enchentes no Vale do Itajaí.


O local de início da trilha não possui infraestrutura turística, apenas uma singela placa informativa na porteira que dá entrada para a trilha. Eu fiz a trilha com a @terramediatrekking de Blumenau, e eles têm uma "parceria" com o frigorífico que fica do lado do início da trilha, então pudemos utilizar os banheiros deles e estacionamento. Mas se você for por conta própria não poderá fazer o mesmo trajeto, terá que entrar por outro lugar.

Para chegar até a cachoeira há  uma trilha com 2,2 km de extensão, com grau de dificuldade moderado e duração de 1 hora. Em algumas partes da trilha é necessário cruzar o rio, descer escadas e partes íngremes com subidas e descidas com cordas de apoio. 






No final da trilha encontra-se a parte mais difícil: transpor enormes e escorregadias pedras, sem possibilidade de fazer o trajeto pela água. Nesta altura já podíamos ouvir a ver a cachoeira, mas ainda tínhamos obstáculos a transpor. Contamos com a ajuda dos guias que sabiam o melhor lugar para pisar e colocar as mãos, pois havia muito limo nas pedras. Havia alguns turista fazendo a trilha por conta própria, e precisaram da ajuda dos guias para chegar até a cachoeira. 




Foto: @carlosklug

O Salto do Rio Laeisz possui cerca de 50 metros de altura. Formado pelas águas do Rio Laeisz, a cachoeira escorre imponente por  um paredão, formando uma piscina com uma forte queda, cuja correnteza frustra quem deseja dela se aproximar.  Quando os raios de sol tocam o cânion, refletem na água formando um pequeno arco íris...




quarta-feira, 21 de julho de 2021

Cachoeira e trilhas Boca da Onça - Bodoquena

O complexo turístico Boca da Onça Ecotour fica na cidade de Bodoquena, a 70 km de Bonito. Inaugurado em 2001, oferece estrutura para day use com piscina, rapel e trilha com cachoeiras. O passeio inclui um buffet variado de café da manhã e almoço e trilha de 4km com oito cachoeiras e quatro pontos para banho. 

Chegamos cerca de 09:00 na recepção e fizemos o check-in, fomos divididos em grupos e cada um recebeu um crachá com o nome de um animal, identificando o grupo a qual iríamos nos juntar para a trilha. Depois de aproveitar o buffet de café da manhã, os guias começaram a chamar os "animais" rsrs para se juntar a cada grupo. Uma camioneta nos levou até um ponto de início da trilha, onde descemos e subimos por várias escadas até a chegar na plataforma de rapel. Ali o grupo se dividiu em quem faria rapel e quem continuaria na trilha. Depois de mais e mais escadas, chegamos na incrível...

Cachoeira Boca da Onça. 

A cachoeira possui 156 metros de altura e fica no Rio Salobra. É a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul, tão alta que mal cabia nas fotos rsrs. O rapel feito na cachoeira tem 90 metros de altura e é considerado o maior rapel de cachoeira do Brasil. Perto desta borda há muitas pedrinhas no chão, sendo possível andar nesta parte. Mas conforme chega-se perto da queda o fundo fica com consistência de lodo, não sendo permitido tomar banho na queda, para não levantar sedimentos e sujar a água. 



Seguimos por uma trilha em mata fechada até a praia da Boca da Onça, onde é possível ver a cachoeira ao fundo. A água é transparente com muitas pedrinhas no fundo e o sol e o calor já nos permitiam dar um mergulho.




Poço da Lontra

Este pequeno lago azul cristalino  possui dois metros de profundidade e uma queda que parece uma caverninha, se você nadar até a cachoeira pode se esconder atrás da queda da água. O fundo azul lembra do poço lembra as a cor das flutuações dos rios em Bonito. Eu poderia passar o dia todo neste lugar...



Uma formação geológica característica de lugares onde há predominância de rochas calcárias, como em Bonito, são as tufas calcárias. São rochas muito porosas que formam-se quando a água flui à superfície das regiões calcárias carregadas de carbonato de cálcio dissolvido. Estas rochas dão a aparência de a água estar sempre pingando, escorrendo em finos filetes sob os musgos que crescem em cima delas. Essa formação rochosa junto com a sedimentação de sedimentos forma essas lindas piscinas ao redor das cachoeiras. O conjunto de tufas calcárias da Serra da Bodoquena é superado em tamanho, apenas pelos depósitos de tufas do Parque Plitivice na Croácia.

Durante os 4 km de trilhas passamos por cachoeiras onde não há paradas para banho, somente contemplação. Essa proibição de entrar na água muitas vezes ocorre causa do solo, que pode levantar sedimentos e prejudicar a transparência da água. 

Cascata do Jabuti

Cachoeira do Fantasma

A Cachoeira do Fantasma tem 21 metros de altura recebeu esse nome devido à sua formação rochosa, que forma uma pequena gruta parecida à caverna onde mora o personagem de quadrinhos "O Fantasma". Como eu visitei no inverno (temporada seca) o volume da cachoeira estava pequeno, mas na época chuvosa o volume de água forma um grande véu sob a caverna. 

Buraco do Macaco 

Toda vez que alguém reclamava de a água estar fria, a nossa guia dizia "espera só quando chegar no buraco do macaco". Entrar na gruta foi mesmo um desafio, mas dentro dela a água muda de gelada para refrescante, com direito a vários mergulhos e ficar debaixo das quedas.


A gruta é formada pela erosão do Córrego da Boca da Onça e possui sete metros de altura e quatro metros de profundidade. 
A entrada da gruta é por um túnel de cinco metros de comprimento, onde apoiando-se no cabo vamos mergulhando na água gelada da gruta, com a fenda que dá a vista para o céu, por onde escorrem pequenas quedas d'água.


Garganta da Arara

Eu simplesmente amei essas jacuzzis formadas pelas tufas calcárias, elas são fundas e da pra sentar dentro. Mais uma maravilha da natureza formada pelas tufas calcárias. Eu fui a última a sair, precisei colocar o tênis e correr para alcançar o resto do grupo. O nome do local veio de uma formação rochosa (não aparece na foto, fica atrás da queda mais alta), que parece o bico de uma arara.



Janela do Céu

A trilha encerra com uma piscina de borda infinita, que se une ao verde da Serra da Bodoquena: a janela do céu. A água que corre da Cachoeira Piscinas da Cotia segue para formar a piscina de borda infinita, emoldurada pelas tufas calcárias (olha elas de novo aqui). Uma passarela de madeira separa a Cachoeira Piscinas da Cotia e a Janela do Céu, onde caminhamos para dar a volta e descer na piscina para tirar as fotos. É imperceptível nas fotos mas tem um deck sob da água, para não haver o risco de alguém escorregar e cair.


Piscinas da Cotia

Não é exagero dizer que é uma das trilhas mais completas do Brasil: gruta, cachoeira, poço, piscina de borda infinita e praia. Além disso as grutas e cachoeiras possuem diversos tons de azul e verde, ornamentadas pela beleza das formações rochosas e o verde da floresta. Depois da trilha de volta embarcamos na camioneta, que às 15:00 nos levou para um merecido almoço.





quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cachoeira do Buracão - Chapada Diamantina

Quando você procura por passeios para a Cachoeira do Buracão todos dizem que é a cachoeira mais bonita da Chapada.  Tão bonita quanto distante. As duas horas e meia de carro, mais a caminhada e a flutuação para chegar na cachoeira compensam ainda mais a vista.
Acredito que este seja um dos passeios mais caros, custou R$350,00 pela Chapada Daniel Adventure.  
Há tours de um dia e dois dias. O tour de um dia ( bate e volta) sai de Lençóis às 06:00 e volta para Lençóis é às 17:00, chegando cerca de 20:00. Esse tour é realmente cansativo, visto que você provavelmente irá fazer outro passeio no dia depois ou pegar um ônibus.
O tour de dois dias vai no primeiro dia ao Poço Azul e no segundo dia à Cachoeira do Buracão. A diferença está na distância percorrida de carro. No primeiro dia são 1:30 até o Poço Azul e  há  pernoite em uma pousada em Mucugê. No dia seguinte que você visitará a Cachoeira do Buracão. Tudo é feito com tempo.
Como não reservei nada antes e estava sozinha não consegui fechar um grupo para ir ao tour de dois dias e precisei fazer o bate volta. Tentem fazer o tour de dois dias, é muito mais prático e menos cansativo.
Às 06:15 a van me buscou no hostel, eu e mais um casal seguimos para a Cachoeira do Buracão. As estradas estavam em ótimo estado e asfaltadas, o que facilita o trajeto. Às 08:00 Paramos em uma pousada em Mucugê para um café da manhã ( muito bom) que estava incluído no passeio.
Depois seguimos para a reserva onde fica o início da trilha de 3 km até a cachoeira. O local tem banheiro, chuveiro e estacionamento. Vi várias pessoas fazendo esse passeio sem guia, a trilha meio que não tem erro, é só seguir pelo rio e descer e subir as várias escadas e pedras. 


Cachoeira das orquídeas
Não é somente a queda de 100 metros que faz a beleza da cachoeira, os cânions formam uma paisagem singular. Quando o volume de água está baixo pode-se ir flutuando até a queda. Quando está alto e tem muita correnteza, o  jeito é ir s segurando nas rochas mesmo. A espuma branca não é sujeira, é matéria orgânica :-).






Como fui em dezembro a temperatura da água estava agradável, o guia falou que no inverno nem ele entra na água de tão gelada. A piscina da cachoeira tem cerca de 50 metros de profundidade e perto da queda há uma correnteza forte. Mesmo que saiba nadar aconselho a não tirar o colete, pois a água é densa e nadar ali é diferente de nadar em uma piscina ou no mar.
É possível subir um pouco nas pedras e sentar atrás da queda. É tudo muito escorregadio, mas com uma mãozinha dá para subir.




Na volta pudemos ver de cima o buracão da cachoeira. Aí sempre tem aquela foto tensa do pessoal debruçado no penhasco.


Depois do banho revigorante na cachoeira estávamos prontos para subir na trilha de volta. Descer as escadas foi fácil, depois de poucas pedras estava todo mundo morrendo e fomos obrigados a parar para descansar. 
ÀS 17:00 embarcamos na van de volta para enfrentar 210 km até Lençóis. A Cachoeira do buracão vale a pena em qualquer tour, mas acredito que fazendo o tour de dois dias o passeio é melhor aproveitado.