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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Roteiro pelo centro histórico de Salvador

O centro histórico de Salvador é a área mais antiga da cidade, fica entre a cidade baixa e a cidade alta, que são interligadas pelo Elevador Lacerda. A região é repleta de prédios históricos da época colonial muito bem preservados. Há várias ladeiras, ruas e praças, muitos cantos para explorar sem pressa durante um dia inteiro. 
Eu comecei pegando um ônibus até o Elevador Lacerda, que não é somente um ponto turístico e funciona como transporte público. Inaugurado em 1873, era na época o elevador mais alto do mundo. A subida ou descida atualmente custa R$0,25 ( valor atualizado em 2020).




Perto do elevador fica o Pelourinho, onde o pessoal tira aquela famosa foto na praça José de Alencar. Apesar de hoje ser um ponto turístico, o lugar tem este nome por causa do pelourinho onde criminosos eram expostos e punidos, mas era usado na maioria das vezes para castigar escravos.






Há também várias igrejas com arquitetura colonial, algumas ficam fechadas e outras são abertas para visitação. Uma delas é a igreja e convento de São Francisco, erguidos entre os séculos XVII e XVIII  e classificados como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Tombado pelo IPHAN, o convento preserva os azulejos portugueses, móveis de jacarandá e estátuas e pinturas sacras feitas por mestres baianos.



Nos arredores também fica a Praça 15 de Novembro, mais conhecida como Largo do Terreiro de Jesus. Passei o fim da tarde ali, havia várias barracas vendendo comida, lojinhas de artesanato e capoeira.




Eu perguntei se no local iria haver alguma apresentação musical, e me informaram que às 18:00 um grupo de samba-reggae iria tocar pelas ruas, começando na Praça José de Alencar. Este foi o ponto alto da viagem a Salvador, foi quase um carnaval! Eles literalmente arrastavam a multidão tocando e faziam todos os hóspedes irem para as sacadas dos hotéis. Coisas que você não teria a oportunidade de ver se estivesse viajando com um pacote de viagens com roteiro engessado...
O Pelourinho não é considerado um lugar completamente seguro, eu fui sozinha às 10:00 e não vi nada suspeito. A maioria das reclamações que li na internet foi sobre pedintes perto do Elevador Lacerda e vendedores insistentes. Mas já li notícias de turistas terem colares e celulares roubados. Nesta apresentação da banda de samba-reggae eu fui de Uber até o local, que estava lotado de gente, mas jamais ande sozinho de noite por lá. Outro dia eu e mais duas amigas que fiz no hostel fomos até o Largo do Terreiro de Jesus comer, mas fomos de Uber também e voltamos antes de escurecer. O centro histórico de qualquer capital brasileira é perigos, se preferir contrate um city tour em grupo. 







Eu fiz este roteiro em um dia em 3 de janeiro, então muitas atrações estavam fechadas. Ainda neste roteiro da para incluir mais algumas atrações:

Fundação Casa de Jorge Amadotem o maior acervo literário do autor. Um casarão azul com três andares que conta também com um museu.



Casa do Carnaval: um lindo museu interativo contando a história do carnaval baiano, ainda tem um restaurante no topo com vista para o mar. Fica perto do elevador Lacerda e custa R$30,00 a entrada inteira e R$15,00 a meia.


Mercado Modelo: fica em frente ao Elevador Lacerda e conta com 250 lojas de artesanato e restaurantes.




quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Praia e Farol da Barra - Salvador

Salvador foi minha última parada durante os 15 dias que fiquei na Bahia. Depois de passar pela Chapada Diamantina, Morro de São Paulo e chacoalhar horrores em ônibus e barco, eu estava cansada. Durante os cinco dias que fiquei em Salvador não estava com ânimo para cumprir roteiros turísticos e acabei "esquecendo" de ir a lugares como a Igreja do Senhor do Bonfim e Mercado  Modelo.
Eu me hospedei no Farol da Barra Suites e Hostel, quase em frente à praia e o Farol da Barra. O mar estava tão agitado que mal dava para entrar na água, ou você esbarrava em alguém ou numa pedra. Nem preciso dizer que a praia estava lotada e conseguir lugar na areia só sentando em alguém. Um dia antes do meu voo fui presenteada com a maré baixa formando piscinas naturais, poucos turistas, água transparente, calma e vários peixinhos.



Museu Náutico da Bahia -  Forte de Santo Antônio da Barra

Presente em várias letras de música e um dos cartões postais de Salvador, o Forte conta com um museu náutico, sala com exposições temporárias, lojinha, cantina e o imponente farol onde você pode subir e ter uma vista estonteante da praia da Barra. 





O Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro do Brasil, tendo sua primeira edificação por volta de 1536 quando no Dia de todos os Santos, os portugueses  aportaram na barra e construíram ali seu local de posse na grade baía, hoje conhecida como Baía de todos os Santos.
O Forte também conta com um museu co exposições permanentes como artefatos náuticos antigos e temporárias, como as fotos coloridas de Lampião e seu bando.





Fim da tarde o gramado em frente ao forte fica lotado de gente pra ver o pôr do sol. E a muvuca segue até tarde junto com as barracas de acarajé. Provei o acarajé da Tânia ( sem pimenta!) ao lado do farol e gostei muito. O local é seguro ( eu sempre ia e voltava para o hostel a pé), sempre tem policiamento e turistas no calçadão.






Projeto Tamar e Praia do Forte - Salvador

Sabe aquela hora em que você queima dinheiro na viagem e não entende como  pode ter sido tão trouxa? E ainda por cima você tem um dia de passeio tão ruim que não quer nem lembrar depois? Aqui vai a minha história de passeio caro e ruim na Bahia. Vale a pena visitar o Projeto Tamar, mas vá de carro ou ônibus, não compensa pagar por um tour.
O Projeto Tamar fica no litoral norte de Salvador, a cerca de 90 km do centro. Tem como ir de ônibus, mas como pensei que perderia muito tempo no deslocamento para a rodoviária e depois para achar o local do projeto, achei mais viável pagar R$90,00 por um um tour para ser tudo mais rápido e aproveitar melhor o dia. Aí que começa a furada, indo por conta própria eu gastaria menos da metade e ainda não seria brigada a ficar 3 horas matando tempo num restaurante caro e ruim. O ônibus da empresa Expresso Linha Verde custa R$13,00 e o ingresso do Projeto TAMAR R$26,00 ( adulto).
Depois de cerca de 1:30 na van com vários turistas chegamos ao projeto Tamar. Chegando lá perguntamos se visitaríamos primeiro a praia ou o projeto e acabamos descobrindo que não dava tempo de realmente visitar os dois locais e teríamos que escolher entre um e outro. A maré na praia do forte estava muito baixa, só consegui dar uma leve molhada nos pés. Conhecer a praia não deu tempo mesmo. 


O Projeto Tamar tem 24 bases espalhadas pelo litoral brasileiro e tem como missão proteger as tartarugas marinhas e outras espécies como tubarões e arraias. Dezoito dessas bases funcionam o ano todo, mas 6 delas só funcionam durante o período de desova das tartarugas.
O projeto trabalha com três linhas de ação: conservação e pesquisa aplicadas, educação ambiental e o desenvolvimento local sustentável. 





Nas arraias era permitido encostar, o que não deveria pois estava cheio de crianças pentelhas batendo com as mãos na água. Eu levei um enorme susto quando cutuquei uma pela primeira vez! Sempre achei que elas tinha um tipo de couro, mas elas são molinhas! É uma coisa gosmenta, parece uma gelatina com limo.

Um dos pontos interessantes é ver as tartarugas enormes com mais de cem anos e ao lado as tartaruguinhas filhotes que ainda tem uma longa jornada pela frente. Desde a sua fundação já foram devolvidas mais de 35 milhões de tartarugas ao mar.



Até aí tudo bem, tivemos duas horas para apreciar os quelônios e depois nos encontrar para ir a uma outra praia almoçar. Nos levaram para um lugar horrível e caro, demorou quase uma hora para o meu pastel ficar pronto. Um calor infernal, não dava para se mexer, mal tinha local para sentar, várias bandas competindo ao mesmo tempo para ver quem tocava mais alto, e o pior: 3 horas de espera nesse lugar. Foi assim que terminou o passeio, com o  pessoal voltando enfurecido para a van e querendo os R$90,00 de volta. 



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Morro de São Paulo - Bahia

O Morro de São Paulo é uma ilha que fica no município de Cairu, na região conhecida como Costa do Dendê. É também conhecido como "Ibiza brasileira" devido às inúmeras festas caras regadas a música eletrônica e turistas hablantes de español. 

Como chegar:

Eu fui com o catamarã ( Biotur)  que parte do pier em frente ao Mercado Modelo de Salvador. O preço  varia entre R$97,00 e R$105,00 (depende do horário) e demora cerca de 02:30. O ingresso pode ser comprado pela internet ou na bilheteria do pier.



Há um caminho tortuoso de ônibus e barco partindo de Valença que dura hoooras e sai bem mais em conta, mas não sei quanto custa. E se você está com aquela grana dá pra ir de taxi-aéreo, cu$$$ta entre R$495 e R$530,00 cada perna, dura 20 minutos e eles pousam na 3º ou 4º praia.

Estrutura:

Prepare o seu bolso, tudo é caro. Os barcos chegam na primeira praia e antes de entrar realmente na ilha paga-se uma taxa de R$15,00. Saindo dali você será abordado por inúmeras pessoas oferecendo serviço de taxi. Inicialmente eu achei estranho porque não há carros na ilha. Pois bem, tem táxi sim!


Eles cobram R$20,00 pela "corrida". Pra quem está com pouca bagagem não compensa, pois lá tudo é perto, mas pra quem vai cheio de malas vale a pena pra não ficar descendo e subindo ladeira.

* Não existem bancos no Morro de São Paulo, apenas dois caixas eletrônicos do Bradesco e um do Banco do Brasil, e é comum que os caixas fiquem sem dinheiro.

* Não são aceitos cartões de crédito para pagamentos de passeios. A maioria dos lugares que aceita cartão é somente débito.

* Hospedagem barata é bem difícil de encontrar.  Os hotéis e pousadas de frente para ao mar são bem caros. Eu paguei R$150,00 no Piratas do Morro Hostel por 3 diárias com café da manhã. Não era aquela limpeza toda e ficava num labirinto a 200 metros segunda praia. O hostel fica em cima do Restaurante da Raimunda, que tem pratos bons com um preço justo, acho que é o único lugar do Morro que posso falar isso.

* Se não conseguir hospedagem na praia que queria não tem problema. Tudo é muito perto e as distâncias da 1º até a 4º praia são perfeitamente caminháveis. Eu fiquei na segunda praia e só fui uma vez na praia dela. Acabamos preferindo ir nas praias ao redor, levava poucos minutos caminhando.

Praias:

Eu não percorri todas as praias que havia, então vou falar somente das que fui:

1º praia: é onde fica o pier, tem mais estrutura como lojas, caixa eletrônico, restaurantes, escolas de mergulho, etc. Há também uma igreja e uma pracinha.


2º praia: é onde me hospedei. Não tem tantas lojas e há vários bares e lounges muito caros na areia da praia.

3º praia: com águas limpas e calmas, tem um banco de corais que fica à mostra na maré baixa. Também conta com infra-estrutura de restaurantes ( menos caros que a segunda praia), hoteis, pousadas e um mercadinho. 





Maré baixa no fim do dia.
4º praia: é a maior de todas e tem 8 km de extensão. Foi a praia de que mais gostei, ficamos literalmente o dia todo. Pegamos as marés alta e baixa e havia  pouca gente. Há algumas pessoas vendendo drinks na praia, mas acho que se passaram 3 pessoas vendendo comida o dia todo foi muito, não havia nenhum restaurante muito perto. 
Como não tem onde ligar os aparelhos na tomada, o carinha fazia batida num liquidificador movido à manivela. A batida dentro do cacau cu$ta R$18,00.
Essa praia é boa para quem vai com crianças ou quer fugir de pessoas que vão à ilha para fazer arruaça. Em algumas partes da 3º praia era impossível ter sossego, muita gente bêbada com enormes caixas de som ligadas no último volume. Aqui a água estava limpa, calma e podia-se ver alguns peixes com snorkel. 


Já viu um cacau por dentro?

Maré baixa: repare que o pessoal lá atrás está em pé!

Quinta praia ( Praia do Encanto):
a água nesta praia é cristalina e rasa, você caminha vários metros e não afunda. É a praia mais isolada, os restaurantes são dos próprios hotéis e alguns abrem ao público. Fizemos uma curta parada nesta praia quando estávamos indo para Garapuá.



 Praia de Garapuá e piscinas naturais:

Esse passeio pode ser comprado em uma das várias agências na segunda praia, eles ficam irritantemente oferecendo quando você passa. Os preços são tabelados e custou R$70,00. 
Praia bonita e isolada = você vai queimar dinheiro pra comer. O 4x4 saia às 10:30 e o barco para as piscinas era  para sair 13:30 mas atrasou um monte por causa da maré. Nesse meio tempo ficamos na areia da praia cheia de restaurantes com preços absurdos e que só aceitam cartão de débito. 
O carro estacionou em uma estradinha antes da praia, onde havia pastel por R$10,00. Depois de almoçarmos batata frita( era a única coisa que não dava raiva de pagar) fomos comer no tal do pastel. Não é questão de ter dinheiro ou não pra pagar, eu tinha, mas não vou ser idiota de pagar R$70,00 por uns pedacinhos de frango sendo que eu compro 1kg por R$12,00 no mercado. 


O barco é bem roots mesmo, de madeira e sem bancos. É preciso entrar com água até na cintura para chegar no barco. Em poucos minutos chegamos nas piscinas naturais, a maré estava muito baixa, a água morna e vários peixes coloridos e ouriços nos corais. 






O que mais há para fazer em Morro de São Paulo?

Conhecido como a Ibiza brasileira, o Morro é sinônimo de festa, o tempo todo tinha gente tentando vender ingressos na praia. Finalzinho da tarde os músicos já começam a agitar os vários bares com música ao vivo na beira da praia. E isso rola o ano todo mesmo.
Um ótimo lugar para ver o por do sol é a Toca do morcego, que fica na primeira praia. O por do sol é realmente bonito, mas não gostei da atmosfera do lugar, que era do tipo "to indo na balada cara pra ostentar". Paga R$15,00 só para entrar e ainda tem 10% de taxa de serviço. Ou seja, se você pedir um suco que custa R$12,00, já gasta R$28,20 no final. 
O lugar tem esse nome porque à noite realmente os mamíferos quirópteros costumam sobrevoar o local. Acho que também deveriam incluir no nome os diversos insetos que sobem nos puffes e caem na sua cabeça. O engraçado é que quando sol desapareceu no horizonte o pessoal começou a bater palma rsrsrs.



Tirolesa: subindo um pouco mais depois da toca do morcego tem uma tirolesa com 70 metros de altura e 300 metros de extensão, terminando com um mergulho no mar. Eu li sobre a tirolesa mas acabei esquecendo de ir!

Passeio "volta à ilha": é o mais procurado (R$120,00), passando por Tinharé e Boipeba. Esse passeio já estava na minha lista de coisas para fazer e quase comprei.  Mas estávamos tão cansadas (e eu  queimada) que decidimos não ir. Sim, não fomos ao passeio mais "tem-que-ir" do Morro de São Paulo. Escolhemos passar o dia de bobeira na quarta praia e não me arrependi. 

Mergulho com cilindro:

Eu fiz o mergulho de batismo com a Companhia do Mergulho na primeira praia (R$150,00). Para quem tivesse interesse tinha fotos (R$30,00) e filmagem (R$60,00).
Às 07:00 estávamos lá para o instrutor dar uma breve aula sobre como funcionam os equipamentos e o mergulho. Um tempo depois colocamos as roupas de neoprene, máscara, cilindro e fomos até a praia. Cada instrutor ficava com duas pessoas, e testamos primeiro na parte rasa o que aprendemos na aula. Depois de verificar que conseguíamos usar os equipamentos, fomos mergulhar de vez. 



Se você não tem o PADI, todo mergulho que fizer será sempre de batismo, mesmo que já tenha mergulhado com cilindro antes.